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PESQUISA: AGROTÓXICOS


Em 2014, foram comercializados cerca 914,220 toneladas de agrotóxicos no Brasil, colocando o país em primeiro lugar no ranking de consumo mundial. Na última década, o crescimento do mercado de agrotóxicos foi de 190%, maior que o dobro apresentado pelo comércio mundial. No ranking de consumo nacional, o Estado de São Paulo já ocupa a segunda colocação, com um total de 14,5%.

Com o aumento do consumo de agrotóxicos, é de se esperar as consequências causadas na saúde da população, como as intoxicações agudas e os efeitos em longo prazo, tornando-se um grande problema de saúde pública. Em 2012, o Programa de Analise de Resíduos de Agrotóxicos em alimentos (PARA) realizou no Estado de São Paulo a coleta de 103 amostras de produtos no varejo, destas, 34% encontravam-se insatisfatórias.

Preocupado com a situação, em 01 de dezembro de 2014, a Secretaria do Estado de São Paulo, em convênio com o CEALAG, deu inicio a uma série de estudos com o objetivo de estruturar um Observatório de Vigilância em Saúde Ambiental, com o intuito de desenvolver o diagnóstico de uso/consumo de agrotóxicos e identificar os agravos de saúde no Estado de São Paulo. Para tanto, o CEALAG estabeleceu parcerias com o Centro de Apoio à Faculdade de Saúde Pública da USP (CEAP/FSPUSP) e a Editora Limiar.

Após levantamentos bibliográficos, que foram realizados nas bases de dados da Biblioteca de Saúde Pública da USP e no PubMed, foram encontrados 718 resultados que foram analisados e separados por temas. Em seguida foram realizados cruzamentos de dados com o intuito de obter respostas mais especificas dentro de cada assunto.

Após a análise de todos os resultados, foram utilizados os resumos de cada artigo, com o objetivo de realizar as identificações dos ingredientes ativos dos agrotóxicos, doenças e grupo de doenças. Estes dados foram reunidos em tabelas junto com os resumos.

Na leitura dos resumos foram identificados os autores brasileiros encontrados no levantamento bibliográfico e construída uma tabela específica. Nesta tabela estão os autores vinculados com as respectivas instituições e disponível no Portal de Agrotóxicos.

Com a estruturação do Projeto, se torna possível realizar diversos estudos relacionados ao material produzido, dentre eles, verificar se os municípios que mais se notificam casos são aqueles que têm o maior número de consumo de agrotóxicos, permitindo assim, estruturar um programa de vigilância à saúde para verificar que tipos de agravos estão acometendo não só a população, como também os trabalhadores deste ramo de atividade.

Constatamos então, que o Observatório terá um maior alcance se presente em links de sites acadêmicos e de serviços. Com todos os dados disponíveis para consulta se torna uma peça fundamental como fonte de pesquisas a todos aqueles que tenham interesse no estudo dos efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde.

O endereço provisório para acessar todos os dados deste trabalho é https://ambientedomeio.com/2016/09/04/ferramentas-de-estudo-sobre-agrotoxico-e-disponibilizada-a-sociedade/ .  

A SES-SP está providenciando um endereço oficial, articulado com o próprio site desta secretaria.

Finalizado em 31 de dezembro de 2015, o projeto contou com a  coordenação da Profª. Flavia Souza e Silva de Almeida e do prof. Jefferson Benedito Pires de Freitas, ambos da disciplina de Saúde Ocupacional do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP.

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